Chegou em casa e sentia um peso enorme no peito. Aquela sensação de que iria explodir. Rolou de um lado e do outro na cama por longos minutos. Não conseguindo adormecer, levantou-se de supetão e se sentou em sua penteadeira. Olhou-se no espelho: cabelos escovados, olhos escuros pesados e profundos. Observou seu próprio rosto por um tempo e se intrigou com algo que vira em seus olhos em um lampejo. Encarou-se um pouco mais atentamente. Logo percebeu que seus olhos queriam lhe dizer algo. Pareciam estar suplicando a sua atenção em uma mescla melancólica e agitada de tons negros e marrons.

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