Fazia uma manhã chuvosa naquela véspera de Natal e Ágata já andava por todas as ruas do centro da cidade procurando por presentes. Ela já havia comprado os seus para presentear as pessoas mais próximas por quem tem deveras consideração, mas estava à procura de outros, talvez um pouco mais em conta devido à quantidade. Sempre teve a vontade de fazer um pequeno amigo oculto com os irmãos, especialmente após a perda da mãe. Já não tinham os pais há muito tempo e cada um se fechara com as famílias que construíram. Desde que a mãe se fora, aquela era uma data fria e triste.

E neste Natal, após propor a brincadeira semanas antes, todos os irmãos pareceram dispostos a participar. Porém, no dia anterior, ela ligou para confirmar se estava tudo certo e quem poderia ajudá-la com a ceia, mas ouviu do outro lado da linha cada um com suas desculpas de porque não poderiam colaborar e se ela não achava melhor deixar esse amigo oculto para lá.

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