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O Bobo da Côrte

Havia um reino que tinha um palhaço famoso por suas imitações teatrais e fanfarronas dos burgueses e figuras mais marcantes da realeza.

As críticas caricaturas pareciam agradar o gosto popular e seus espetáculos começaram a se tornar grandiosos no mesmo passo que sua arrogância.

Tinha um talento nato e inegável de se passar por quem ele quisesse com perfeição e até enganava de verdade os mais desavisados. Um dia, chamou a atenção do rei ao interpretar o seu papel, e como ele se tratava de uma figura aclamada pelo povo, o rei resolvera lhe dar uma colher de chá.

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[CONTO] A Cura do Adulto Ferido

Ele passou o dia todo ansioso naquele dia. Era domingo, e teria uma visita especial para o café da tarde. Mal sabia como compor a mesa. Leite com achocolatado? Rosquinhas? Já fazia tanto tempo. Tentou se lembrar e recordou que o visitante gostava de molhar o bolo no leite e comer pão sovado com manteiga e toddy. Riu de si mesmo ao ver que estava efetivamente se prontificando a preparar essa iguaria da culinária para servi-la em breve. “Como será que ele é?”. Tinha vagas lembranças.

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[CONTO] Simplicidade em Vida

O galo velho ainda berrava rouco denunciando o tímido sol quando acordou e sentou na cama. Os óculos de lentes grossas e redondas pousavam ao lado do abajur que há tempos espera por conserto sobre o criado-mudo desgastado por cupins. Enfiou os pés com as meias relaxadas que um dia tricotou na chinela macia e quente que deixa todas as noites ao lado da cama e tateou o criado-mudo. Colocou os óculos e se levantou, fazendo a madeira velha do assoalho ranger.

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[CONTO] As Luzes das Janelas

Ele era muito solitário, um homem ocupado, vida corrida, não tinha tempo para as pessoas afinal de contas. Funcionário público, desquitado, nenhum filho. É em um pequeno apartamento alugado de um prédio de classe média que mora hoje, amargurando todos os dias que aquele bairro já fora mais tranquilo. Ele era até mais cuidadoso com as suas coisas, mas depois de alguns anos morando sozinho decidira consigo que não valia a pena gastar tanto tempo arrumando a casa. Os móveis hoje acumulam uma tênue linha de poeira, e as louças na pia da cozinha não são lavadas há uma semana.

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[CONTO] O Anjo de Vidro

Fazia uma manhã chuvosa naquela véspera de Natal e Ágata já andava por todas as ruas do centro da cidade procurando por presentes. Ela já havia comprado os seus para presentear as pessoas mais próximas por quem tem deveras consideração, mas estava à procura de outros, talvez um pouco mais em conta devido à quantidade. Sempre teve a vontade de fazer um pequeno amigo oculto com os irmãos, especialmente após a perda da mãe. Já não tinham os pais há muito tempo e cada um se fechara com as famílias que construíram. Desde que a mãe se fora, aquela era uma data fria e triste.

E neste Natal, após propor a brincadeira semanas antes, todos os irmãos pareceram dispostos a participar. Porém, no dia anterior, ela ligou para confirmar se estava tudo certo e quem poderia ajudá-la com a ceia, mas ouviu do outro lado da linha cada um com suas desculpas de porque não poderiam colaborar e se ela não achava melhor deixar esse amigo oculto para lá.

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