Uma vez me falaram que queriam um amor leve. Quem não quer um amor leve? Aquele amor que traz paz para o seu mundo, que te faz sorrir com coisas bobas.
Mas percebi que ele não se referia a isso. E sim a um amor que entraria só no raso.

Um amor leve que não precisasse carregar a carga do gostar sem precedentes. Daquele acréscimo de peso diário de não saber como gosta de alguém assim, quase como a si mesmo.

Um amor que, caso entrasse no fundo, estaria de boias para se manter na superfície.
Isso era um amor leve para ele.

Mas, como já li antes em algum lugar, para mim, amor é mar. É nadar em águas desconhecidas e descobrir que o mundo é lindo por baixo também, onde antes não se via. É vasto, profundo, calmo, agitado, azul penetrante ou verde esmeralda aos dias de sol. É aprender a nadar sem boias e não se afogar quando está sem pés. É fazer as pazes com as correntezas. E nunca parar de desbravar, porque o mar é infinito.

Nesse momento, percebi o que eu deixaria de viver.
Para quem quer o mar inteiro, não se limite com quem só quer molhar os pés.