Estou com um pequeno déjà vu nesse momento com algumas sensações já conhecidas antes a brotar em meu peito no ato de escrever em terras diferentes. A diferença é que, nas últimas vezes, me demorei uma semana para conseguir recorrer ao “papel”, enquanto que aqui já fazem três.

Apesar de mais distante (que Buenos Aires), aqui me sinto em casa. Talvez seja por isso a menor urgência de compartilhar tudo a todo momento, mas também devido à minha própria decisão de me deixar vivenciar muito mais e absorver esse mundo novo como um processo meramente pessoal, de mim para mim.

– Às vezes sinto que as pessoas estão sempre mais preocupadas em parecer ser do que ser. E viver. Mas esse é um assunto para uma outra hora. 😉

Agora meu chamado para o teclado tem apenas um objetivo: expressar minha imensa gratidão (na forma mais genuína da palavra) por estar aqui, nesse instante, escrevendo sentada no chão do meu novo lar e apreciando a vista da minha sacada que me faz lembrar que estou nos EUA, realizando mais um sonho.

Cartaz de 3 semanas atrás sendo arte na minha sala de estar e minha toalha guerreira ao fundo que me acompanha desde minha primeira ida para fora do Brasil, para a Turquia, em 2011. x)

Pessoalmente, um sonho antigo de menina. Profissionalmente, uma imersão de aprendizado muito além das minhas mais humildes expectativas. Again.

A oportunidade passada de vivenciar um ambiente de uma startup multicultural em elevado ritmo de crescimento e fazer parte de um novo projeto do zero foi incrivelmente enriquecedora e de muito aprendizado. Agora dou um salto de porte organizacional porém com o mesmo dinamismo de trabalho para um dos grupos líderes mundiais em seu mercado de atuação que jamais imaginaria em pertencer, nem que seja por um ano.

Porque estou te dizendo isso? Para te mostrar que você, eu, toda e qualquer pessoa de nosso próprio cotidiano, NÓS conseguimos sim fazer coisas legais como essa acontecerem ou realizar qualquer outra coisa, se realmente quisermos.

Essa é a minha paixão: um novo país, novos projetos a desenvolver, novas pessoas a conhecer e a aprender junto. Novas culturas e costumes a compreender e a aprender a amar. É essencialmente isso que me move, que dá cor à minha vida e meu combustível de querer sempre mais dela. Mas tenho certeza que você tem a sua própria fome e um combustível específico que pode estar sem queimar dentro de você, aguardando.

Sair de sua própria realidade e de sua zona de conforto é muito mais que um bordão moderno, é um gatilho real para alcançar suas totais potencialidades como ser humano. Com a ausência desses dois estímulos, é como se você passasse a vida toda usando apenas uma pequena parte do seu cérebro, com as poucas sinapses cerebrais “pré-moldadas” trabalhando em looping. Imagine isso por um instante. Seria terrível nos limitar dessa maneira.

Quando você se coloca em uma situação desafiadora e/ou vivencia uma experiência totalmente nova, você começa a, literalmente, expandir sua mente. Algo acontece em seu interior e, de repente, você se sente maior. Daí o meu reforço desse chamado para você que o sente dentro do peito: seja o que for, vá vivê-lo. Vá engrandecer-se. Arrisque-se.

Eu sei que, a primeiro momento, o medo vai tomar conta do seu peito. Somos inseguros por natureza. Temos o instinto ingrato de nos permanecer onde estamos nos sentindo cômodos. Porém, nem preciso te lembrar que as grandes coisas somente foram feitas atravessando a comodidade.

Fazer apesar do medo exige prática. Quanto mais você faz, mais você percebe que é perfeitamente capaz de fazer mesmo com medo. E, então, esse medo vai ficando cada vez menor, até que ele não te paralisa mais. E não há nada mais delicioso na vida do que a sensação de que você pode fazer o que quiser e passar por qualquer circunstância que for preciso. Ainda não me sinto nesse estágio, mas busco isso a cada dia mais.

Isso também tem a ver com a entrega que você tem pela vida. Quanto mais você confia e entrega, menos você tem overload de preocupações – que geram medos. Quantas coisas você já deixou de fazer por receio de todas as pré-ocupações que te passaram pela cabeça? Quantas oportunidades de viver algo único você deixou passar por não se entregar totalmente e confiar que o melhor pudesse acontecer? Falta de confiança em si e na vida é a causa número um de morte de sonhos. E é necessariamente o que te impede de agir e colocar em prática tudo aquilo que já sabe que tem que fazer.

Posso dar a profundidade necessária sobre esse assunto melhor se souber quais são seus principais receios. Você os partilharia comigo?

Enquanto preparo o próximo texto falando um pouquinho das curiosidades do Texas, porque não me conta uma coisa que sempre teve vontade de fazer e nunca fez? O que seria?

Estou curiosa para saber!!

See you! 🙂

¨¨

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