A água passa, seguindo seu curso, sem pressa
Impondo o seu leito
Cria seu caminho, perfeito, com tudo a seu favor
E torna-se grande, majestosa
Aceitando de graça tudo aquilo que cruza seu destino
Torna-se rio
E segue engolindo todo riacho que passa
Em meio às suas correntezas
A sabedoria de que tudo é contornável
E, se tiver paciência,
Torna-se moldável.
Por onde o rio passa itinerante
A tudo limpa, agrega e revigora
Durante seu constante nascer e desaguar
Cultiva vida por dentro
E inspira vida por fora.

Mergulho a fundo nessas águas
E nos tornamos um só
Sinto-me extensa e abundante
Com uma calmaria daqueles que conhecem o seu lugar
Rios têm destino certo
Sabem que, mais dia ou menos dia,
Eles desaguam no mar.

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