Hoje é dia da mulher, e falarei exclusivamente para elas. O que esse dia representa para você, de verdade?

É inegável que nossa geração já foi bastante afortunada e já recebeu desde que nascera direitos que a geração passada lutou muito para conquistar.

É indiscutível que temos hoje todos os atributos necessários para alcançar nosso sucesso profissional, viver ao lado de um companheiro de igual para igual, ser mães (imperfeitas, porque não?) e o que mais desejarmos ser e fazer na vida. Somos livres para fazer nossas próprias escolhas.

Sim, os julgamentos ainda existem, mas eles sempre existirão enquanto nos submetermos a eles. Hoje, apenas ser e apenas fazer está somente nas nossas mãos. “O nosso papel na sociedade” é incontestável, e não é sobre isso que eu gostaria de falar.

Hoje gostaria de fazê-la pensar, minha amiga, sobre como você tem tratado suas companheiras de estrada. Isto é, todas as outras mulheres que vivem à sua volta. Que fazem parte do seu cotidiano. Você as tem tratado com o devido respeito e empatia que merecem?

Todas nós travamos lutas equivalentes, internas e externas. Todas nós procuramos encontrar um balanço entre a geração Y e a geração de nossas mães e tias, um equilíbrio com nossos “papéis tradicionais” e nossas novas ambições. De fato, sabemos que a geração X de mulheres carregam um enorme fardo, pois apesar de terem conquistado tantos espaços, não conseguiram se desvincular dos padrões patriarcais, ficando assim sobrecarregadas com papéis tradicionalmente masculinos e femininos. Por isso, aqui estamos nós tentando buscar um lugar ao sol entre a independência financeira, liberdade sexual e autonomia ao mesmo tempo que estes padrões ainda não foram totalmente quebrados.

Estamos percorrendo o mesmo caminho, buscando fortemente fazer uma rota diferente daquela que nossas mães tiveram de trilhar, com novas soluções. Temos os mesmos anseios, as mesmas dúvidas, as mesmas novidades e inseguranças.

Então porque, afinal, somos tão competitivas umas com as outras? Porque nós mesmas às vezes nos faltamos com o respeito que tanto exigimos para nós e, consequentemente, tentamos tomar da outra a autonomia e liberdade que cada uma tem por direito?

Porque não bater palmas vigorosamente quando uma de nós é promovida por sua qualificação e competência – e nunca porque dormiu com alguém?

Porque não sentir admiração e entusiasmo pelas boas-venturas daquela sua conhecida?

Porque não trocar elogios com o coração e não se sentir ameaçada por enaltecer algo de bom na outra?

Porque não cuidarmos do nosso próprio corpo e deixar que a outra cuide do dela como bem ela quiser?

Porque não respeitar a mulher que aquele homem escolheu?

Porque não simplificarmos a nossa jornada como via de mão dupla e deixarmos de ser também causadoras das nossas próprias dores e barreiras?

Hoje, minha amiga, quero deixar-lhe essas perguntas para que você possa ponderá-las. E também assegurar-lhe de que da forma como você se trata e se vê, assim será vista e tratada pelos outros. Eleve-se e trate-se melhor. Trate sua mãe, suas avós, suas tias, suas amigas, suas primas e suas colegas de trabalho melhor. Sinta-se grata por tudo que elas já fizeram por você e por todos os momentos de cumplicidade e feminilidade compartilhados. Pense nesses momentos como a joia mais rara desse mundo! O poder do feminino se faz justamente aí: na união, no amor genuíno, no instinto cuidador, na lealdade e na empatia.

Por fim, hoje, diga a todas elas – as mulheres especiais em sua vida – o quanto são importantes para você e o quanto as quer bem!

Hoje, viva ser mulher! Parabéns pelo seu dia, companheira! 😉

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