Depois de 3 semanas que estou na capital portenha, enfim poderei começar a riscar os inúmeros itens que já compõem a minha lista “A escrever”.

3 SEMANAS!!! Eu poderia dizer ‘ah, como o tempo voa!’, mas na verdade a primeira semana em qualquer lugar diferente que você esteja vale para UM MÊS inteiro. É verdade que quando se viaja o tempo passa diferente e você meio que experiencia uma sensação de slow-motion. No terceiro dia, continuava dizendo para as pessoas que eu já estava no hostel há uma sema… digo, três dias. Damn it.

Na segunda semana, você já anda pelas ruas como se fosse **nativo** – “conheço tudo aqui”. Mas continua se perdendo toda vez que tem que fazer o caminho de volta. Mesmo com GPS. E com placas. Sim, sou muito ruim com direções.

Em falar em GPS, meu amor eterno à quem o inventou! ❤ Na minha primeira viagem all by myself que eu fiz para a Turquia eu me perdia bem mais facilmente (imagina o quão frequente isso era), porque eu não tinha celular com internet, muito menos com GPS. E esta, aliás, está sendo a principal diferença daquela viagem com esta. Não, não são todas aquelas mulheres com véus ou burcas na rua e o som do Alá tocando em cada esquina em auto-falantes 5 vezes ao dia. É a conexão com a internet. Haha. Porque isso muda toda a experiência. Lá, quando eu estava sozinha, eu estava sozinha de verdade. E isso faz toda a diferença. Se vira, minha filha. Fala turco. Ouça a sua intuição. Põe o dedo molhado para cima e siga o vento. Droga, rua sem saída de novo.

Mas era mais ou menos assim mesmo. E isso também forçava as pessoas a se socializarem, o que é o principal intuito de se viajar, em primeiro lugar. Qual o sentido de ir conhecer um lugar diferente, outro país, e continuar falando português, saindo só com brasileiros e no celular o tempo todo? Caramba, gente! Se você saiu de seu país, saia de seu próprio mundo, converse com quem está do seu lado, a riqueza de se viajar está justamente .

hostel Art Factory Palermo
Legenda para essa foto: eu, espantada com o quanto a tecnologia pode nos aproximar e nos afastar ao mesmo tempo, resolvi registrar esse momento único que nunca pensei em ver em um HOSTEL. E que não foi único, na verdade era assim todos os dias. “Ótimo, vim aqui para falar no whatsapp mesmo, conexão da minha cidade é péééssima”… …¬¬

Ok, chega de desabafo. Apesar de adorar o ambiente, tem algumas coisas em Hostels que me incomodam. Como o fato, por exemplo, de você ter que enfrentar um inimigo todos os dias: o chuveiro. E o legal é que cada um tem sua própria experiência com o chuveiro, e nenhuma delas é igual à sua! E aí quando você vai relatar seu banho-drama para ver se alguém pode te ajudar da próxima vez, sempre tem um fdp sortudo que tomou banho lindamente todos os dias, e te olha com uma cara limpa e desentendida e diz “nããao, comigo foi de booa, tem certeza que você abriu a torneira da água quente?”. Não, infeliz, eu me apeguei a abrir SÓ a da água fria, tem duas torneiras, mas quis abrir só uma tá.

E claro que há a lei de Murphy que a água só fica fria depois que você molha o cabelo. Penso que é como uma pegadinha interna que os chuveiros de hostels tem.

"Área de convivência" Art Factory Palermo
“Área de convivência” Art Factory Palermo

Outra coisa que me incomoda muito em Hostel é o fato de não poder soltar pum durante a noite (é gente pasmem vocês, eu peido). Você está lá na sua caminha no meio da noite, aconchegante, quase esquece que não está na sua casa, não fosse o fato de que tem mais 13 pessoas no quarto (como um que dormi). E aí que você nunca sabe quem está acordado ou dormindo, e se obriga a mandar todos os gases do seu ser de volta para dentro, o que faz você acordar parecendo que está grávida de 4 meses. Quer saber, os indianos é que são felizes, já ouvi vários deles soltando puns noturnos. eyes_droped

Olha, eu adoro ficar em hostel, mas depois de 2 semanas em um, comecei a me cansar de me apresentar às pessoas todos os dias. Porque sempre que eu sabia o nome de todo mundo que estava hospedado (sim, sempre me certifiquei disso), essas pessoas iam e chegavam novas. Uff -.-‘. Aqui vou eu começar tudo de novo. Sem contar que a maioria não passa de 5 dias em um hostel, o que me fez sentir como uma antiquaria e/ou guia turístico que não sabe do que está falando.

Tirando isso, sempre acho que ficar em hostel pode ser uma experiência muito enriquecedora. Mas agora estou em uma casa, e falarei mais sobre Buenos Aires (efetivamente!) e coisas portenhas no próximo post!

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Tenga un buen día!! 😀

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