Ja se passaram muitos dias, mas so pra nao deixar de registrar nada: meus ultimos dias na Turquia!
Vamos comecar por Denizli…
Em um dia na ultima semana aconteceu algo muito inusitado: um terremoto `as 9 horas da manha de 4.alguma coisa na Escala Richter. Aparentemente todos acordaram quando houve o tremor, mas nao eu que devia estar dormindo como uma pedra. Lembro-me que a uma certa altura eu dei uma ‘acordadinha’ e abri os olhos e vi a Gamze sentada na cama fazendo algo como se estivesse dando gracas.

Mas isso ja tinha passado tudo, e eu nem levantei tambem. So depois, as onze horas como costumava levantar todos os dias, que fui ficar sabendo o que aconteceu. Fiquei decepcionada, meu primeiro terremoto e eu nem senti. Falei pra minha host mother pra, da proxima vez, me acordar para que eu possa ‘curtir’ o terremoto. Ela achou isso meio estranho. hehe. Depois expliquei que so queria conhecer como era o tremor, porque era uma novidade pra mim e tal, e depois eu ate poderia dizer em uma conversa casual, “ei, entao, eu ja sobrevivi a um terremoto!”. =P

Nessa mesma semana teve jogo do Brasil, aquele que voce nem deve ter visto ai no Brasil quando passou, e que, se viu, nem deve lembrar contra quem foi – eu nao lembro! Acontece que nem damos mais tanta importancia a esses jogos e que se vemos e’ pra passar o tempo. Mas o meu host nao deixou eu esquecer nem por um minuto durante o dia que teria jogo do Brasil, e que seria televisionado para a Turquia. Na hora do jogo ele foi pra frente da televisao e ficou me chamando, e durante toda a partida ele torceu e vibrou muito mais pro Brasil do que eu mesma, vendo um jogo de amistoso qualquer. Quando a bola tocava em um jogador brasileiro, ele falava o nome dele “Dani Alves!”, com um orgulho quase como se fosse seu proprio time. Depois desse dia analisei o quanto o futebol brasileiro e’ realmente valorizado fora do pais. E’ como se fosse um mito, o berco do futebol. E’ uma pena ver como o nosso famoso futebol-arte e original que o mundo todo gosta de ver esta morrendo. Mas isso e’ um assunto para outra hora!
Apesar de nao sair do assunto completamente.

Bom, eram meus ultimos dias em Denizli e queria comprar algo que fosse exatamente o simbolo da cidade, que eu olharia e lembraria de Denizli. Perguntei varias pessoas, andei, procurei nas lojas, mas sempre a resposta fora a mesma: o simbolo de Denizli e’ o galo. Mas como uma cruzeirense poderia comprar um GALO e deixa-lo, sei la, no criado-mudo como decoracao?? Minha cabeca estava em conflitos, e quando vi um galo ate’ bonitinho em uma loja e estava quase comprando, meu instinto falou mais alto, virei as costas e fui embora. Um galo nao entra na casa de uma cruzeirense. Nem se nao tiver absolutamente nada a ver. E ponto final. hehe


Meus ultimos dias com a minha host family so serviram para me mostrar o quanto nos apegamos com as pessoas que sao realmente agradaveis com a gente. Eles choraram ao se despedirem de mim, e eu me segurando focada em Istanbul. Ao chegar no aviao, notei o quanto sentirei falta deles e o quanto sou grata por esses dias que pude ficar com eles em sua propria casa.

Sobre Istanbul nao tenho muito o que dizer a nao ser que e’ tudo muito lindo! Nao tem outra palavra melhor pra descrever o quanto e’ fantastica a cidade, que e’ cortada no meio pelo proprio mar separando o lado asiatico do europeu. Para todos os lados voce ve mesquitas e resquicios das antigas sociedades que la habitaram por longos anos.

Fiquei em um hostel que ha cada dia chegava um grupo de pessoas de um pais diferente. E’ bem legal quando se tem tempo para observar o ‘tipo’ e os costumes de cada um deles, e depois de uma semana la’ posso dizer que estou perita em identificar alguns.

No inicio eu pensei que ia sentir muito ficar todo esse tempo em Istanbul, afinal eu fui pra la sozinha. Depois vi que foi tranquilo, nos dois primeiros dias fiquei com um grupo mesclado de portugueses, poloneses e finlandeses, depois conheci uns argentinos e no mesmo dia estava la embaixo no computador do hostel quando chega um grupo de pessoas na recepcao e comecam a falar: “olha la… aquela menina parece brasileira, olha o chinelo dela, parece havaiana…” “Ahh, sera? Talvez nao…” “Ela ta no orkut, ela e’ brasileira!” E eu viro pra tras e falo “Oi gente, da onde voces sao?” Quando vejo eram um pessoal de Goiania que eu inclusive ja tinha conhecido pela AIESEC, e outros de outros lugares tambem viajando pela aiesec!! E para acabar as coincidencias, dois dias antes de ir embora eu encontro com o grupo de canadenses que eu tinha conhecido no mesmo hostel em Atenas! Pensa!!

E foi assim que acabou meus dias na Turquia. Eu ja estava super ansiosa pela Italia, mas confesso que sentirei falta do cha, tres vezes ao dia.

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