Depois de três semanas fora do país, estava observando achando interessante pelo olhar de relações públicas de que todas as marcas que temos é do mundo todo (bom, a maioria!).
Algumas que já reconhecemos como serem de grandes companhias já imaginamos que são universais, como a Coca-Cola que é dona de quase todos os refrigerantes do mundo.
Mas o que não imaginamos é que até aquelas empresas que pensamos ser brasileiras está presente no mundo todo, e a única coisa que ela faz é se adaptar a cada pais.

Marcas como Dove, Seda, Colgate, Avon, Vanish Poder O2 (as que estou lembrando no momento, obviamente tem várias outras) estão presentes aqui assim como estavam na Grécia, mas com nomes e/ou designs diferentes. O mundo é controlado por únicas grandes companhias, que se adaptam e até mudam os seus produtos de acordo com a cultura de cada público que se instala. No ponto de vista de relações públicas é muito interessante pensar como eles fazem esse trabalho de se adequar aos interesses de cada mercado. A fanta aqui, por exemplo, é quase como água de tão sem cor e sem gosto, e na Grécia era até meio amarela e sem metade do gás.
No meio de procurar os mesmos produtos, mas com nomes diferentes, fui eu procurar por leite condensado para minha família conhecer o nosso brigadeiro. Vasculhei tudo de cima pra baixo, peguei o computador, mostrei pelo google images o que era um leite condensado e naada de achar aqui. Quando eu estava quase desistindo e pensando na concepção do quão eles são mais tristes pelo fato de nem conhecerem leite condensado, fui no Carrefour, que mesmo sendo uma das marcas do mundo todo, nao tinha esse produto dos deuses! Constatei minha tese de que eles sao sim mais tristes.
E além disso, eles querem que eu cozinhe alguma coisa pra eles da comida brasileira, e quando eles proporam pra mim eu fingi um falso entusiasmo de que iria fazer algo muito gostoso. Todos os dias agora eles comentam super ansiosos sobre o “jantar brasileiro” que terão… imaginem a decepção quando descobrirem que não tenho nenhum talento para a cozinha, se é que pode se entender assim.
A vontade que está me vindo muito até então era que eu pudesse pedir pra minha mãe fazer algo por mim e eu fazer como se eu que tivesse cozinhado tudo… Pena que não dá pra passar esse tipo de coisa por e-mail, já lamentei muito esse fato.
Anyway! Acho que vou fazer um strogonoff… hehe.

Ontem eu fui no Burger King – marcas universais, yei! – procurar pelo Leo pela Alexandria para pegar um dinheiro que ele deve à ela – é, tinha que ser por algum outro motivo. Quase todos os dias os interns vão ao Burger King, já que é pertinho da Bemar, mas o meu plano de emagrecer junto com a impossibilidade de ficar gastando dinheiro não me permitem ir ao Burger King para esse fim junto com eles. Então entrei lá pra procurar o Leo e no momento que eu abro a porta começa a passar uma música com o toquinho inicial muito conhecido… Quase que começo a cantar a música quando minha ficha cai: “Pô, eu tô na Turquia!!!”
Em pleno Burger King da Turquia me tocam Já sei namorar, dos Tribalistas!! Quase que pensei que foram até um dos internos brasileiros que passaram por lá e deram pro dono “Aqui, toma aqui, maior sucesso no Brasil!!” hehe.
Curti um pouquinho a musica – que mesmo sendo antiga e ninguem mais ouvir, qualquer coisa que me lembre do Brasil ta uma maravilha aqui! – e fui embora.
Amanha eu vou no centro comprar uma lembrancinha pra minha host mother, ja que so tenho mais 3 dias aqui antes de ir pra Istambul e depois Italia. Vao ser tres dias corridos, mas vou tentar atualizar aqui antes de ir!
Gule gule!

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