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Pensar Para Variar

O que importa é voar

Eu saí de casa aos 18 anos, como muitos jovens do Brasil e ao redor do mundo. Criada em cidade pequena onde tudo que eu fazia era a pé ou meus pais me levavam, a primeira vez que fui voltar à minha cidade em um feriado, peguei minha mala, sem dinheiro, e liguei para minha mãe.

Eu disse: Preciso ir para a rodoviária, mas táxi fica mais caro do que eu tenho… O que eu faço?

Ela falou: Não tem ônibus que vai para a rodoviária?

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Leões

Te desafio a seguir com fé e manter aberto o coração.

A ser fiel a quem você é e a confiar em ti primeiro.

Mesmo quando o contratempo passa rasteiro.

Mesmo quando a hostilidade te pega na contramão.

O resto é apenas resto quando se tem clareza da sua intenção,

quando o seu propósito é verdadeiro.

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Centauro Arqueiro

Flexível sempre

Mas não sou fácil de domar

Não sou líquido que se molda ao recipiente

Sagitário ascendente em aquário, fogo e ar

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Como se encontrar – Cap. I: Perder-se

“Saiu de sua casa e bateu a porta sem olhar para trás. Deixou suas coisas, sua agenda e suas certezas. Saindo de sua própria vida, ele deixou para trás sua identidade, matando-se ali e ressurgindo-se, mais tarde, como o ser, que é.”

Essa é uma breve história que acontece diariamente pelo mundo. Um suicídio de identidades cometido pelos mais corajosos e por aqueles que sentem-se sufocados pelo espaço que elas tomaram em detrimento ao seu ser essencial.

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Pássaro

Ela era um pássaro livre. Nunca esteve presa em uma gaiola, não nascera em cativeiro. Era fruto da natureza bruta, a qual a treinou bem e fez quem ela era. Tinha o céu inteiro para si e no passado desbravava-o com leveza e sem pressa, apreciando os raios de sol. Mas, naquele tempo, havia algo diferente. Voava baixo e, notava-se, com muito esforço para permanecer no ar. Batia as asas em passo irregular, como se essas não suportassem o seu próprio peso. E talvez fosse isso. Voava com sobrecarga.

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Carta aos meus erros

Dallas, 16 de outubro de 2017

Queridos erros e eventos desfavoráveis que me aconteceram no passado,

Gostaria de direcionar-lhes algumas palavras hoje. Vim em missão de paz. Ofereceria-lhes uma xícara de chá, mas, sendo bem franca, não gostaria que permanecessem mais do que o tempo devido. Certamente não cultivo nenhum afeto por vocês, mas devo-lhes meu respeito e admiração.

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Lar

Ele construiu ali o seu templo.

Não era uma casa com tijolos e telhado.

Mas era uma morada bem construída

Dentro do coração de outra pessoa.

Onde estivesse, não importava.

Se com ele carregava a sua casa.

Bens físicos? Desapegado.

Mas o seu verdadeiro lar era muito bem decorado.

Chegava com seus enfeites e o tomava cada vez mais para si.

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Jornada de um dia

Um dia, sem pedir permissão, sua vida passou diante de seus olhos.

Não bateu antes de entrar. Simplesmente arrombou a porta e passou, como um vulto denso. Que deixou rastros.

Ela captou 27 anos de si em segundos e os sentiu em seu estômago, em suas pernas, em sua boca, em seu tato e em seu peito. Em seguida, em sua garganta e em seus olhos.

Seu próprio corpo lhe contava ali a história de si mesma.

Ela se fragmentou em pedaços.

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Dallas: novo país, novas sinapses e yes, we can!

Estou com um pequeno déjà vu nesse momento com algumas sensações já conhecidas antes a brotar em meu peito no ato de escrever em terras diferentes. A diferença é que, nas últimas vezes, me demorei uma semana para conseguir recorrer ao “papel”, enquanto que aqui já fazem três.

Apesar de mais distante (que Buenos Aires), aqui me sinto em casa. Talvez seja por isso a menor urgência de compartilhar tudo a todo momento, mas também devido à minha própria decisão de me deixar vivenciar muito mais e absorver esse mundo novo como um processo meramente pessoal, de mim para mim.

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